Renata Leal

Você é daquelas pessoas que não deixa de fazer uma lista de resoluções de Ano Novo? Essa atitude comum a boa parte das pessoas precisa de objetividade e planejamento para dar resultados. Como as listas costumam ter sonhos a realizar durante o ano, o primeiro passo importante é saber quanto será preciso investir para torná-los reais, estabelecendo objetivos e metas. De quanto dinheiro você precisa para cada item da sua lista que envolve a compra de algo?

De acordo com uma pesquisa que acaba de ser divulgada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), 44% dos entrevistados pretendem fazer alguma reserva este ano, 14% querem financiar uma casa própria e 12% pretendem financiar um carro.

Como transformar esses sonhos em realidade? A solução está em estabelecer objetivos e metas: se você está no grupo que quer trocar de carro, já sabe quanto custa o veículo? E o IPVA, o seguro? A aquisição será à vista ou parcelada? Quanto efetivamente é possível poupar do orçamento para financiar o carro?

Outro exemplo: muitas pessoas querem emagrecer. Para isso, costumam ir à academia. Quanto custa a mensalidade? Ou ainda: muita gente quer viajar mais ou sair com os amigos, ir mais vezes ao cinema. Qual é o preço dessas resoluções? Ou, outra opção, quanto você vai destinar do seu orçamento mensal para tirar esses desejos do papel?

Embora as resoluções de Ano Novo costumem ser desejos para o próprio ano, esse momento de reflexão é uma boa oportunidade para organizar sonhos de curto, médio e longo prazos. O que você quer realizar em um, três e cinco ou mais anos? Colocar seus sonhos no papel e ter uma boa estimativa de quanto eles custam ajuda muito a sair do plano dos desejos e realizar o que você quer.

Se você está no grupo dos quase 60 milhões de brasileiros que têm dívidas, comece por pagar as contas e sair do vermelho. Primeiro as contas de serviços essenciais, como água e luz, que são cortados depois de 90 dias sem pagamento, depois as contas que podem comprometer o seu patrimônio, como a prestação do imóvel. Ao mesmo tempo, vale buscar juros menores para dívidas de cartão de crédito e cheque especial.

Serviços supérfluos devem ser eliminados. É o cafezinho diário depois do almoço, por exemplo. Ou só mais aquela blusinha em promoção. Talvez a compra no supermercado que é mais perto de casa, mas mais caro. Preste atenção nesses gastos que parecem bem pequenos no cotidiano, porém pesam o orçamento no fim do mês. E cuidado: a sensação de prazer causada pela compra por impulso só dura alguns segundos, de acordo com estudos da neurociência. Significa que a bolsa nova resolve muito pouco ou nada os desafios da vida. Pior: pode trazer mais uma dívida.

Não há problema em dizer que você está economizando, cortando gastos. A maior parte das pessoas está na mesma situação. Não se envergonhe disso. Busque passeios gratuitos, reduza o consumo, priorize o que é realmente necessário. Cortar gastos desnecessários durante o mês vai permitir que você realize sonhos maiores e capazes de trazer mais satisfação pessoal e emocional. Invista nessa ideia!

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