Por Renata Leal

Já contei aqui nas colunas que comecei a guardar dinheiro cedo, ainda durante a adolescência. Usava a poupança, depois tive previdências, CDBs, DIs, fundos de investimento. Há alguns anos passei a migrar meu dinheiro do banco para uma corretora e a diversificar com mais produtos. Desisti das previdências tradicionais e decidi eu mesma cuidar do dinheiro para o longo prazo, pensando em me aposentar em algum momento.

Minha carteira de investimentos foi ganhando produtos como títulos públicos, CDBs de bancos pequenos, debêntures, fundos de investimentos mais diversificados. Há mais de três anos comecei a alocar parte dos recursos em fundos de ações. Primeiro um, depois dois. Hoje são cinco fundos de ações, que seguem a montanha-russa da bolsa de valores, mas registram bons resultados no longo prazo. Um deles, aquele primeiro, está na casa dos 80% de rentabilidade em um pouco mais de três anos. Para mim, um resultado e tanto para esse período.

Mas eu sempre senti falta de dar um passo em direção às ações propriamente ditas. Assim como também sinto que falta um pé fincado em outro país. Sempre pensei: ‘puxa, preciso de tempo para analisar ações, acompanhar o mercado mais de perto, comprar e vender’. E tempo sempre foi um problema, porque não consigo olhar a bolsa todo dia.

Então vamos por partes. Abri conta em mais uma corretora, que não me cobra tarifas para compra e venda das ações, passei para lá um pouco de dinheiro e comecei. Por onde começar? Quais ações comprar? Que hora entrar? Pois é, são perguntas que têm passado pela minha cabeça nesses últimos dois meses. E esse tempo tem sido de muito estudo e maturação das ideias. São horas de vídeos online, podcasts, leitura. Horas olhando quais empresas são mais recomendadas pelo mercado e por quê. E a troca de conhecimento com meu irmão, que também está começando a operar com ações, tem sido essencial. Quando a gente consegue trocar conhecimento com mais pessoas, a segurança aumenta. A gente não sente que está fazendo algo sozinha.

Escolhemos uma estratégia de comprar ações de empresas consolidadas, com bom potencial de crescimento. Empresas que apresentam lucros consistentes em seus resultados financeiros. E diversificamos setores, para equilibrar o risco. E esperamos um pouco para entrar em um momento de baixa na bolsa, para comprar as ações por preços menores. Escolhemos dez empresas de nove áreas diferentes. Privilegiamos as que não têm participação do governo e que, portanto, tendem a sofrer menos com mudanças bruscas de humor dos nossos governantes. Estamos comprando essas ações para mantê-las em nossas carteiras por um tempo, em uma estratégia que o mercado chama de buy and hold. Tem tudo para dar certo, mas como ainda estamos na fase de ganhar confiança, por enquanto tenho apenas uma pequena parte dos investimentos nisso, que deve ser aumentada conforme eu entender na prática a dinâmica do mercado de ações. Daqui a uns seis meses eu conto pra vocês como está sendo esse primeiro momento!

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