Da Redação

A situação na Cracolândia, região da capital paulista que concentra usuários de drogas que vivem na rua, tem piorado. Agora, um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal Paulista (Unifesp) e do Programa das Nações Unidas (Pnud) apontou que o número de mulheres que frequentam o local dobrou em um ano.

O levantamento, encomendado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de São Paulo, foi realizado entre 2016 e 2017 com 139 dependentes químicos e indicou também que o aumento de usuários que vivem na região foi superior a 50%. Estimativas apontam que a população da Cracolândia pode chegar a 900 pessoas.

Em 2016, as mulheres representavam 16% dos dependentes. Agora, já somam 32% do total. A pesquisa mostra que elas são mais vulneráveis e têm mais dificuldade para deixar as drogas e a situação. “Os homens entram, mas muitos deles conseguem sair, conseguem retomar, entrar em um tratamento e sair da Cracolândia. E as mulheres acabam ficando”, disse Clarice Madruga, psicóloga da Unifesp, à TV Globo.

Para conseguir a droga, muitas mulheres se expõem à prostituição, o que as torna ainda mais vulneráveis à violência. A violência dentro de casa, por sinal, é uma das razões que levam as mulheres para a Cracolândia. A outra é o abandono da família. No momento da pesquisa, 14% das mulheres entrevistadas estavam grávidas, o que torna o problema crônico, pois as crianças são expostas desde cedo ao ambiente das drogas. A pesquisa mostrou que além do crack, os usuários consomem outras drogas, como maconha e cocaína. O primeiro passo para a dependência é com o álcool.

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