Por Renata Leal

A taxa Selic, que funciona como um balizador das taxas bancárias no Brasil, está em 5,50% ao ano, com perspectiva de chegarmos a até 4,75% até a virada para 2020 – alguns analistas apostam até menos! O que essas reduções na taxa Selic significam na prática para você que consegue guardar dinheiro e investir? Significam que a rentabilidade de boa parte dos produtos de renda fixa diminui na mesma proporção.

Se você tem CDBs, LCIs, LCAs pós-fixados e títulos públicos do tipo Tesouro Selic, por exemplo, você vai acabar ganhando menos ao longo do tempo com a taxa mais baixa. Em momentos de economia assim, vale a pena apostar em produtos com taxas prefixadas ou indexados à inflação (são aqueles que corrigem a inflação e pagam uma taxa fixa adicional).

Se o seu foco é não perder rentabilidade, não há muita saída além de aumentar um pouco o risco nos seus investimentos. Nesse caso, a estratégia poderá contemplar, entre outros, fundos de investimento multimercados, debêntures, ações, fundos de ações, criptomoedas, etc.

É uma verdadeira ginástica financeira para manter um rendimento de pelo menos uns 0,6% ao mês já livre dos impostos. Se você não está acostumada a diversificar, comece aos poucos para se sentir segura com as mudanças de humor do mercado financeiro. A diversificação aumenta a rentabilidade, mas carrega junto o aumento do risco e mais flutuações.

Mantenha sua reserva de emergência em renda fixa mesmo, ainda que rendendo menos. Assim, caso você precise de algum dinheiro com rapidez, não precisará sacar um investimento que poderá estar em baixa naquele momento. Isso é essencial para evitar perdas maiores.

Fique atenta também à liquidez dos seus investimentos, ou seja, ao prazo necessário para resgate das aplicações. Prazos muito longos deixam você mais amarrada para fazer mudanças necessárias de rumo. Outra atitude importante é acompanhar seus investimentos mais de perto – aqui minha recomendação é verificar pelo menos uma vez por mês.

No caso específico das ações, procure corretoras com taxas de corretagem zeradas ou mais baixas, para não comprometer a rentabilidade em operações mais frequentes. E vale a dica recorrente do mercado: comprar na baixa – por mais que isso possa ser uma aventura para você! Se a bolsa está caindo, o momento está melhor para comprar do que no dia de boa alta (quando todo mundo vende).

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