Por Renata Leal

Na porta da minha casa tem uma árvore que perde todas as folhas no inverno e, de repente, de um dia para o outro, entende que chegou a primavera e fica toda verdinha. É impressionante ver como a transformação é radical e muito veloz. Pois as vitrines das lojas parecem seguir quase na mesma velocidade. Em um passe de mágica as roupas de inverno somem e as blusinhas de verão estão lá, mostrando pra gente a nova moda dos próximos meses.

E aí vem aquela tentação de comprar roupas novas para compor o guarda-roupa da estação. É uma blusinha de R$ 40 aqui, outra de R$ 60 ali… E a gente vai se enchendo de roupas. Mas será que vale mesmo a pena comprar várias blusinhas – ou mesmo outras peças de roupa – que seguem uma estação?

Se você achou aquela peça linda em uma loja ou em um site resista à tentação. Quem sabe esperar até amanhã para ter certeza de que a roupa é realmente tão bonita e essencial para estar no seu look do fim de semana?

Nosso cérebro vive brincando com a gente – e o comércio, é claro, sabe usar esses recursos para aumentar as vendas. São vários os sentimentos misturados nos momentos de compras por impulso. Aquele preço tipo R$ 39,90 faz você achar que está pagando R$ 30 e não R$ 40 no produto, por exemplo. Ou aquela promoção de “leve 3 e pague 2” que nem sempre vale a pena e só faz você gastar mais… A forma como usamos o dinheiro é muito emocional. Um dia de emoções bagunçadas pode resultar em centenas de reais gastos no cartão de crédito, por exemplo. O cérebro vai permitir que você se dê uma recompensa por um dia ruim. Mas a conta vai chegar do mesmo jeito depois, na alegria ou na tristeza.

Se você quer mesmo aproveitar bons preços, faça sua listinha de peças básicas que faltam no guarda-roupa. E, ao comprar, procure produtos de qualidade, que vão durar mais tempo, ainda que custem um pouco mais. E se você está realmente apaixonada pela nova blusa hit do verão, que vai ficar na moda como uma música de carnaval, não invista muito nela. Use bastante enquanto estiver na moda e passe pra frente. O mantra aqui é consumir com mais consciência, sem lotar o guarda-roupas com aquele monte de peças que a gente não usa. Boas compras!

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